CONFISSÕES DE ADVENTO
Aproxima-se o Natal e com ele a necessidade de
dispor o coração, pelo sacramento da reconciliação, para aí poder nascer Jesus.
Neste sentido, na nossa Unidade Pastoral, haverá confissões nos seguintes dias
e horários:
Águas Belas: 19 dez, 19h00
Areias: 09 dez, 19h00
Chãos: 13 dez, 18h00
Dornes: 12 dez, 19h00
Ferreira do Zêzere: 06 dez, 20h00
Igreja Nova: 10 dez, 18h00
Paio Mendes: 16 dez, 19h00
Pias: 05 dez, 19h00
Vale a pena ler o que o Papa Francisco disse
recentemente sobre o perdão.
Audiência Geral, 13/11/2013:
No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados,
o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas
do pecado. Mediante o Baptismo abre-se a porta a uma novidade de vida concreta,
que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza
e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da
misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica
não priva a nossa natureza humana da sua debilidade — todos nós somos frágeis,
todos somos pecadores — e também não nos priva da responsabilidade de pedir
perdão cada vez que erramos!
Não me posso baptizar várias vezes, mas posso
confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um
segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos
perdoar. Inclusive quando a porta que o Baptismo nos abriu para entrar na
Igreja se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados,
a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que
nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos
em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo
de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!
Audiência Geral, 20/11/2013:
Jesus concede aos Apóstolos o poder de perdoar os
pecados. É um pouco difícil compreender como um homem pode perdoar os pecados,
mas Jesus confere este poder. A Igreja é depositária do poder das chaves, de
abrir ou fechar ao perdão. Na sua misericórdia soberana, Deus perdoa cada
homem, mas Ele mesmo quis que quantos pertencem a Cristo e à Igreja recebam o
perdão mediante os ministros da Comunidade. Através do ministério apostólico, a
misericórdia de Deus alcança-me, as minhas culpas são-me perdoadas e é-me
conferida a alegria. Deste modo, Jesus chama a viver a reconciliação também na
dimensão eclesial, comunitária. E isto é muito bom! A Igreja, que é santa e ao
mesmo tempo carente de penitência, acompanha o nosso caminho de conversão
durante a vida inteira. A Igreja não é senhora do poder das chaves, mas é serva
do ministério da misericórdia e rejubila todas as vezes que pode oferecer este
dom divino.
Muitas pessoas talvez não compreendam a dimensão
eclesial do perdão, porque predominam sempre o individualismo e o
subjectivismo, e até nós cristãos sentimos isto. Sem dúvida, Deus perdoa cada
pecador arrependido, pessoalmente, mas o cristão está unido a Cristo, e Cristo
à Igreja. Para nós cristãos há um dom a mais, há sempre um compromisso a mais:
passar humildemente através do ministério eclesial. Devemos valorizá-lo; é uma
dádiva, uma atenção, uma salvaguarda e também a certeza de que Deus me perdoou.
Vou ter com o irmão sacerdote e digo: «Padre, cometi isto...». E ele responde:
«Mas eu perdoo-te; Deus perdoa-te!». Naquele momento, estou convicto de que
Deus me perdoou! E isto é bom, é ter a segurança que Deus nos perdoa sempre,
nunca se cansa de perdoar. E não devemos cansar-nos de ir pedir perdão. Podemos
ter vergonha de confessar os nossos pecados, mas as nossas mães e avós já
diziam que é melhor corar uma vez do que empalidecer mil vezes. Coramos uma
vez, mas os pecados são-nos perdoados e vamos em frente.
Enfim, um último ponto: o sacerdote, instrumento
para o perdão dos pecados. O perdão de Deus, que nos é concedido na Igreja,
é-nos transmitido mediante o ministério do nosso irmão, o sacerdote; também
ele, um homem que como nós precisa de misericórdia, se torna verdadeiramente
instrumento de misericórdia, comunicando-nos o amor ilimitado de Deus Pai.
Inclusive os presbíteros e os Bispos devem confessar-se: todos nós somos
pecadores. Também o Papa se confessa a cada quinze dias, porque inclusive o
Papa é pecador. O confessor ouve os pecados que lhe confesso, aconselha-me e
perdoa-me, porque todos nós precisamos deste perdão. Às vezes ouvimos certas
pessoas afirmar que se confessam directamente com Deus... Sim, como eu dizia
antes, Deus ouve sempre, mas no sacramento da Reconciliação envia um irmão a
trazer-nos o perdão, a segurança do perdão em nome da Igreja.
O serviço que o sacerdote presta como ministro, por parte de Deus, para perdoar os pecados é muito delicado e exige que o seu coração esteja em paz, que o presbítero tenha o coração em paz; que não maltrate os fiéis, mas que seja manso, benévolo e misericordioso; que saiba semear esperança nos corações e sobretudo que esteja consciente de que o irmão ou a irmã que se aproxima do sacramento da Reconciliação procura o perdão, e fá-lo como as numerosas pessoas que se aproximavam de Jesus para serem curadas. O sacerdote que não tiver esta disposição de espírito é melhor que, enquanto não se corrigir, não administre este Sacramento. Os fiéis penitentes têm o direito, todos os fiéis têm o direito de encontrar nos sacerdotes servidores do perdão de Deus.
O serviço que o sacerdote presta como ministro, por parte de Deus, para perdoar os pecados é muito delicado e exige que o seu coração esteja em paz, que o presbítero tenha o coração em paz; que não maltrate os fiéis, mas que seja manso, benévolo e misericordioso; que saiba semear esperança nos corações e sobretudo que esteja consciente de que o irmão ou a irmã que se aproxima do sacramento da Reconciliação procura o perdão, e fá-lo como as numerosas pessoas que se aproximavam de Jesus para serem curadas. O sacerdote que não tiver esta disposição de espírito é melhor que, enquanto não se corrigir, não administre este Sacramento. Os fiéis penitentes têm o direito, todos os fiéis têm o direito de encontrar nos sacerdotes servidores do perdão de Deus.
Caros irmãos, como membros da Igreja estamos
conscientes da beleza desta dádiva que o próprio Deus nos concede? Sentimos a
alegria deste esmero, desta atenção materna que a Igreja tem por nós? Sabemos
valorizá-la com simplicidade e assiduidade? Não esqueçamos que Deus nunca se
cansa de nos perdoar; mediante o ministério do sacerdote, Ele aperta-nos num
novo abraço que nos regenera e nos permite erguer-se de novo e retomar o
caminho. Porque esta é a nossa vida: devemos erguer-nos sempre de novo e
retomar o caminho!
