No dia 24 de abril haverá uma Caminhada (só) para casais ou namorados, de Paio Mendes a Dornes, dinamizada pelo grupo de Pastoral Familiar.
Os participantes poderão deixar o carro em Dornes às 20h00, uma vez que haverá pessoas para trazer os motoristas para Paio Mendes. A Caminhada começará às 20h30, junto da Igreja de Paio Mendes. Pelas 22h30 teremos eucaristia, na Igreja de Dornes. De seguida, haverá um convívio, com lanche partilhado.
Assim, os casais participantes deverão levar colete refletor, lanterna, e comida, e deverão dar a indicação do nome aos coordenadores de catequese da sua paróquia logo que possível.
Será uma oportunidade para reforçar os laços de amor que unem o casal, para se encontrar com Deus, e conviver com outros casais!
A FELICIDADE: TRÊS FORMAS 
DISTINTAS FACE A ELA


Imaginemos uns excurcionistas lançados à escalada dum cume difícil; e consideremos o grupo algumas horas depois da partida. Nesse momento podemos imaginar a equipa dividida em três tipos de elementos.
Há os que lamentam ter deixado o albergue. A fadiga, os perigos, parecem-lhes desproporcionados para o interesse do sucesso. E decidem voltar para trás.
Outros não lamentam a partida. O sol brilha, a vida é bela!...mas porquê subir mais? Não é melhor gozar da montanha, aqui onde se está, em prado aberto ou pleno bosque? E vá de se estender na relva ou então explorar os arredores, à espera da hora do pic-nic.
Outros finalmente, os verdadeiros alpinistas, não despegam os olhos dos cumes que se tinham jurado atingir. E retomam a escalada.
Os cansados (ou pessimistas), para os quais melhor é ser pouco que muito, e melhor ainda não ser nada; os gozadores (ou de boa vida), para os quais a sabedoria consiste em gozar ciosamente de cada momento e de cada coisa, sem perder migalha; e os ardorosos (ou valentes), para os quais viver é uma ascensão e uma descoberta, vale mais ser do que não ser, e é sempre possível tornar-se mais. Três tipos de Homens que cada um de nós leva em germe dentro de si – e entre os quais, na verdade, se divide desde sempre a Humanidade que nos rodeia.
A imagem não é minha, mas sim do padre, filósofo, e paleontólogo, Teilhard de Chardin. Porém, bem que a podemos aplicar ao nosso ser e estar em Igreja.
Quantas vezes nos ficamos por uma atitude sem aborrecimentos, sem riscos, sem esforços (em que o feliz será o que menos pensar, sentir e desejar); ou, então, por uma atitude onde o prazer se prende, não com o agir ou o criar, mas sim com o tirar partido (em que o feliz é aquele que mais e melhor souber saborear o instante)? O que nos falta para sermos dos "valentes", que não se ficam pelo primeiro passo (ainda por cima arrependido), nem tão pouco pelas paisagens, mas que encontram desde já a alegria no ato de procurar a plenitude? Para estes, a recompensa final de Deus será sempre um acréscimo!

P.e João Pedro Silva


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