-- A POLÍTICA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA --




Há quem não aprecie Nossa Senhora de Fátima por achar que esta «santinha», ao contrário de outras suas homónimas, é muito «política» e, até, uma anticomunista um pouco primária.
É verdade que as aparições na Cova da Iria desestabilizaram a já muito instável primeira república portuguesa. Houve, no início, quem temesse que tudo fosse uma montagem anticlerical, para desacreditar a Igreja e desencadear novas perseguições. Uma Nossa Senhora que, para além de interferir com a república, ainda se pronuncia sobre a Guerra Mundial e o fim do comunismo soviético parece, com efeito, política demais, sobretudo para quem só tolera os santos nos desvãos das sacristias.
Para pôr termo ao conflito internacional e evitar a expansão do comunismo, Maria não se fez ver pelos políticos, não se mostrou aos exércitos, não interveio nos parlamentos, não enviou mensagens aos chefes de Estado. Mas apareceu a três crianças analfabetas e pediu-lhes um impossível, sem outros meios do que a oração e o sacrifício.
Não são só os titulares de cargos públicos, os chefes dos partidos, os agentes económicos e os dirigentes sindicais que são protagonistas da política: todos o somos, porque todos temos o direito e o dever de participar no que a todos diz respeito. Alguns, é certo, agindo directamente nas estruturas do poder; outros, intervindo indirectamente, através da sua acção social; quase todos, participando nos actos eleitorais. Mas, para um cidadão crente, para além destes meios humanos, que não deve descurar, há uma intervenção ainda mais eficaz: a oração. Para um cristão, pedir a Deus pelos governantes e agradecer o seu serviço é um dever religioso e uma sua muito importante actuação política.


Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

LUMEN FIDEI



EXCERTOS

37. Quem se abriu ao amor de Deus, acolheu  a sua voz e recebeu a sua luz, não pode guardar este dom para si mesmo. Uma vez que é escuta  e visão, a fé transmite-se também como palavra  e como luz; dirigindo-se aos Coríntios, o apóstolo Paulo utiliza precisamente estas duas imagens. Por um lado, diz: «Animados do mesmo espírito  de fé, conforme o que está escrito: Acreditei e por isso falei, também nós acreditamos e por isso  falamos» (2 Cor 4, 13); a palavra recebida faz-se resposta, confissão, e assim ecoa para os outros,  convidando-os a crer. Por outro, São Paulo refere-se também à luz: «E nós todos que, com o  rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem» (2 Cor 3, 18); é uma luz que se reflecte de rosto em  rosto, como sucedeu com Moisés cujo rosto reflectia a glória de Deus depois de ter falado com Ele: «[Deus] brilhou nos nossos corações, para irradiar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo» (2 Cor 4, 6). A luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos como num espelho, e assim se difunde chegando até nós, para que também nós possamos participar desta visão e reflectir para outros a sua luz, da mesmaforma que a luz do círio, na liturgia de Páscoa, acende muitas outras velas. A fé transmite-se por assim dizer sob a forma de contacto, de pessoa a pessoa, como uma chama se acende noutra chama. Os cristãos, na sua pobreza, lançam uma semente tão fecunda que se torna uma grande árvore, capaz de encher o mundo de frutos.

(…)

Quando a fé esmorece, há o risco de esmorecerem também os fundamentos do viver, como advertia o poeta Thomas Sterls Eliot: «Precisais porventura que se vos diga que até aqueles modestos sucessos / que vos permitem ser orgulhosos de uma sociedade educada / dificilmente sobreviveriam à fé, a que devem o seu significado?»
48 Se tiramos a fé em Deus das nossas cidades, enfraquecer-se-á a confiança entre nós, apenas o medo nos manterá unidos, e a estabilidade ficará ameaçada. Afirma a Carta aos Hebreus: «Deus não Se envergonha de ser chamado o “seu Deus”, porque preparou para eles uma cidade» (Heb 11, 16). A expressão «não se envergonha» tem conotado um reconhecimento público: pretende-se afirmar que Deus, com o seu agir concreto, confessa publicamente a sua presença entre nós, o seu desejo de tornar firmes as relações entre os homens. Porventura vamos ser nós a envergonhar-nos de chamar a Deus «o nosso Deus»? Seremos por acaso nós a recusar-nos a confessá-Lo como tal na nossa vida pública, a propor a grandeza da vida comum que Ele torna possível? A fé ilumina a vida social: possui uma luz criadora para cada momento novo da história, porque coloca todos os acontecimentos em relação com a origem e o destino de tudo no Pai que nos ama.

(…)

A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, nos dirigimos, rezando-Lhe:
Ajudai, ó Mãe, a nossa fé.
Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada.
Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua
promessa.
Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé.
Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer.
Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado.
Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.
Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor.
PASSEIO PARA
COLABORADORES
DAS PARÓQUIAS
24 DE AGOSTO DE 2013



No dia 24 de agosto de 2013, todos os que estão inseridos num grupo paroquial da nossa Unidade Pastoral, estão convidados para um Passeio de Colaboradores, que consistirá num cruzeiro no barco São Cristóvão, pela Albufeira de Castelo de Bode, com almoço incluído.
As inscrições são feitas na sacristia de cada paróquia, junto de um dos elementos do Conselho Económico, mediante o pagamento de 25€ por pessoa.


PROGRAMA 
CRUZEIRO NO CORAÇÃO DE PORTUGAL

11h30 Encontro no Cais do Lago Azul, Ferreira do Zêzere
12h00 Embarque, boas vindas e largar amarras
12h00 Viagem pela Albufeira de Castelo de Bode
- Serviço de bar ao dispôr dos participantes - Não incluído no preço
13h00 Almoço São Cristovão a bordo
16h00 Chegada ao Cais do Lago Azul, Ferreira do Zêzere


ALMOÇO SÃO CRISTÓVÃO

Prato Carnes Frias, Enchidos Tradicionais, Salada de Atum, Salada Frutos Tropicais, Salada Russa, Tomate com Queijo Mozzarela, Saladas Frescas, Caldo Verde, Bacalhau com Natas, Arroz de Pato Lascado com Enchidos, Cesto de Frutas Frescas, Arroz Doce com Canela, Torta de Laranja, Toucinho do Céu, Molho de Framboesas, Vinho Branco e Tinto Regional, Cerveja, Refrigerantes, Água, Café.