“NÃO TENHO OURO NEM PRATA,
MAS TRAGO O QUE MAIS PRECIOSO 
ME FOI DADO: JESUS CRISTO”


No seu primeiro discurso oficial de visita ao Rio de Janeiro (Brasil) por causa das Jornadas Mundiais da Juventude, o Papa Francisco afirmou que “a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo”.
Na sede do Governo do Rio, o Palácio Guanabara, o Papa disse que é preciso garantir aos jovens as condições materiais e imateriais para o seu desenvolvimento. As gerações mais velhas, sublinhou, devem transmitir-lhes “valores duradouros pelos quais a vida merece ser vivida”.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ouviu também o Papa Francisco dizer que “Cristo bota fé no coração dos jovens”, sublinhando que também eles “botam fé em Cristo, não têm medo de arriscar a única vida que possuem, porque sabem que não serão desiludidos”.
“Não tenho ouro nem prata, mas trago o que mais precioso me foi dado: Jesus Cristo. Venho em seu nome para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração e desejo a todos e a cada um a minha saudação. Que a paz de Cristo esteja com vocês”, declarou o Bispo de Roma, que está esta semana no Brasil para presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Francisco aproveitou a ocasião para agradecer o caloroso e entusiástico acolhimento nas primeiras horas no Rio de Janeiro e endereçou um abraço a todos os brasileiros, “da Amazónia às pampas, das cidades aos vilarejos”, e aos jovens que vão marcar presença na Jornada.
“Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração. Por isso, permitam-me que nesta hora possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e passar esta semana com vocês”, referiu o Papa.

Amicor
BISPOS APOIAM CAMPANHA 
EM DEFESA DA VIDA


A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou o seu “claro” apoio à petição europeia ‘Um de Nós’, pelo fim do financiamento de ações que destruam embriões humanos.
“Trata se de uma iniciativa da sociedade civil, em todos os países da União Europeia, pela promoção e defesa da vida e sua dignidade, em todos as fases e situações”, refere o comunicado final da Assembleia Plenária extraordinária que decorreu em Fátima, no dia 19 de junho de 2013.
A CEP associou-se a esta petição, “exortando o povo cristão e todas as pessoas de boa vontade a dar o seu nome a campanha tão positiva e fácil de concretizar”, que tem o “explícito” apoio do Papa Francisco e da Santa Sé.
O organismo episcopal declarou a sua adesão ao “Dia Nacional de recolha de assinaturas”, que terá lugar a 6 de outubro, “podendo entretanto cada um oferecer já a sua assinatura a esta campanha, pequeno mas importante gesto em favor da grande causa da vida”.
A petição tem entre os seus promotores a Federação Portuguesa pela Vida, que assumiu como objetivo recolher um mínimo de 16 500 assinaturas no país.

http://www.oneofus.eu/pt-pt/

-- A POLÍTICA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA --




Há quem não aprecie Nossa Senhora de Fátima por achar que esta «santinha», ao contrário de outras suas homónimas, é muito «política» e, até, uma anticomunista um pouco primária.
É verdade que as aparições na Cova da Iria desestabilizaram a já muito instável primeira república portuguesa. Houve, no início, quem temesse que tudo fosse uma montagem anticlerical, para desacreditar a Igreja e desencadear novas perseguições. Uma Nossa Senhora que, para além de interferir com a república, ainda se pronuncia sobre a Guerra Mundial e o fim do comunismo soviético parece, com efeito, política demais, sobretudo para quem só tolera os santos nos desvãos das sacristias.
Para pôr termo ao conflito internacional e evitar a expansão do comunismo, Maria não se fez ver pelos políticos, não se mostrou aos exércitos, não interveio nos parlamentos, não enviou mensagens aos chefes de Estado. Mas apareceu a três crianças analfabetas e pediu-lhes um impossível, sem outros meios do que a oração e o sacrifício.
Não são só os titulares de cargos públicos, os chefes dos partidos, os agentes económicos e os dirigentes sindicais que são protagonistas da política: todos o somos, porque todos temos o direito e o dever de participar no que a todos diz respeito. Alguns, é certo, agindo directamente nas estruturas do poder; outros, intervindo indirectamente, através da sua acção social; quase todos, participando nos actos eleitorais. Mas, para um cidadão crente, para além destes meios humanos, que não deve descurar, há uma intervenção ainda mais eficaz: a oração. Para um cristão, pedir a Deus pelos governantes e agradecer o seu serviço é um dever religioso e uma sua muito importante actuação política.


Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada